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Colégio Pedro II

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==O Colégio Pedro II é uma instituição do governo federal do Brasil, fundada em 25 de março de 1838, localizada na Cidade do Rio de Janeiro, na Rua Marechal Floriano, bairro do Centro, que pela qualidade do ensino que tradicionalmente ministra passou a ser reconhecida como uma ilha de excelência do ensino brasileiro.

Colégio Pedro II.JPG

O Colégio Pedro II - fachada de Grandjean de Montigny

==

Cronologia históricaEditar

  • 1739 - Criação do Colégio dos Órfãos de São Pedro, embrião do Colégio Pedro lI, por D. Antônio de Guadalupe, 4" Bispo do Rio de Janeiro.
  • 1766 - Transformação do Colégio dos Órfãos de São Pedro em Seminário de São Joaquim e sua instalação no começo da rua do Valongo, depois Imperatriz, hoje Camerino, ao lado da Igreja de São Joaquim, local onde atualmente se encontra a Unidade Escolar Centro.
  • 1837 - 2 de dezembro, dia em que o Imperador completou 12 anos. O Secretário e Ministro do Império, Bernardo Pereira de Vasconcelos, levou ao Regente Interino do Império, Pedro de Araújo Lima, o decreto que mudou o nome do Seminário de São Joaquim para Imperial Colégio Pedro lI. Por iniciativa do mesmo ministro, foi o prédio reformado pelo Arquiteto Grandjean de Montigny.
  • 1838 - 25 de março. Início das aulas.
  • 1857 - Criação do Internato na Rua São Francisco Xavier, próximo ao Largo da Segunda-Feira.
  • 1888 - O Internato vai para o Campo de São Cristovão.
  • 1889 - 21 de novembro. Deodoro da Fonseca muda o nome do Colégio para Instituto Nacional de Instrução Secundária.
  • 1890 - Por iniciativa de Benjamim Constant, ex-professor do Colégio, este passa a chamar-se Ginásio Nacional.
  • 1909 - O Presidente Nilo Peçanha dá ao Externato o nome de Externato Nacional Pedro Il e, ao Internato, Internato Nacional Bernardo de Vasconcelos.
  • 1911 - O Presidente Marechal Hermes da Fonseca, ex-aluno, faz retornar a primitiva denominação de Colégio Pedro lI.

Histórico Editar

Durante o Império, o ensino secundário esteve quase sempre nas mãos de particulares.

Como não havia grande procura, o número de escolas era suficiente para atender a demanda que havia na época.

Em 1837 o Ministro do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos apresentou ao Regente Pedro de Araújo Lima uma proposta para a organização do primeiro colégio secundário oficial do Brasil. Pereira de Vasconcelos acreditava que a instrução pública seria melhor do que a particular, que se mostrava inadequada, por ser oferecida em salas precárias e por professores mal preparados.

O Colégio de Pedro II, cuja primeira sede se situava na atual Avenida Marechal Floriano, no centro do Rio de Janeiro, originou-se do Seminário dos Órfãos de São Pedro, criado em 1739, por Frei de Guadalupe, "para criação de meninos nas costas da igreja de São Pedro".

Recebeu diversos nomes: Seminário de São Joaquim, e Imperial de São Joaquim até receber a denominação de Colégio de Pedro II.

Transformou-se em Instituto de Ensino Secundário pelo decreto de 2 de dezembro de 1837 que dizia:

"Art. 1. - O Seminário de São Joaquim é convertido em colégio de instrução secundária.

Art. 2 - Este colégio é denominado Colégio de Pedro II.

Art. 3 - Neste colégio serão ensinadas as línguas latina, grega, francesa, inglesa, retórica e os princípios elementares de geografia, história, filosofia, zoologia, mineralogia, álgebra, geometria e astronomia."

A inauguração e o começo das aulas ocorreu no dia 25 de março de 1838. Estavam presentes o jovem Imperador e suas irmãs, o regente Pedro de Araújo Lima, assim como todos os Ministros de Estado. Estas presenças ilustres demonstravam a importância política que o colégio teria, desempenhando outros papéis além da instrução.

O colégio de Pedro II recebeu atenções especiais na sua organização e orientação. Buscava-se o apoio daqueles que compunham a "boa sociedade", que dependia de bons governantes, de bons administradores e de bons agentes civilizadores como, por exemplo, o médico, o romancista, e o professor de História.

Afinal era uma Instituição aristocrática destinada a oferecer "a cultura básica necessária às elites dirigentes", a "boa sociedade" formada por aqueles que eram brancos, livres e proprietários de escravos e terras.

Torna-se necessário lembrar que, quando a população brasileira girava em torno de 8.800.000 habitantes, apenas 1,2% era de alunos matriculados nas escolas do Império.

O Pedro II tornou-se um símbolo de civilidade. Mantido pelo Imperador, era o padrão de ensino secundário e a única Instituição a realizar os exames que possibilitavam o ingresso nos cursos superiores. O aluno que completasse o curso recebia o título de Bacharel em Ciências e Letras e tinha acesso direto às Academias.

D. Pedro, que costumava referir-se a ele como "seu colégio", escolhia os professores, assistia às provas e conferia as médias.

Em 1874 o prédio do colégio passou por uma grande reforma. Bethencout da Silva, discípulo do arquiteto Grandjean de Montigny, alterou o antigo seminário. O salão nobre, o famoso Salão D. Pedro, foi inaugurado em 1875. A partir desta data tornou-se o local onde os bacharéis em letras, os doutores em medicina e as turmas de graduados do colégio recebiam seus diplomas.

O último ato público do Governo de Pedro II, em 14 de novembro de 1889, ocorreu dentro do colégio com o Imperador presidindo um concurso para professores de Inglês.

Nos primeiros tempos republicanos o colégio passou a se chamar Ginásio Nacional, mas retomou o nome de Pedro II mantendo-o até os nossos dias. Foram alunos do colégio grandes nomes da vida política e literária do Brasil, entre eles Gonçalves Dias, Capistrano de Abreu, Coelho Neto, Euclides da Cunha e os futuros Presidentes da República, Rodrigues Alves, Hermes da Fonseca e Washington Luís.

MissãoEditar

Educar crianças e adolescentes, tornando-os capazes de responder às transformações técnicas, culturais, emocionais e sociais do mundo de hoje.

PrincípiosEditar

Trecho da aula inaugural, proferida por Bernardo Pereira de Vasconcelos, em 25 de março de 1838.

"Nenhum cálculo de interesse pecuniário, nenhum motivo menos nobre, e menos patriótico, que o desejo de boa educação da mocidade, e do estabelecimento de proveitosos estudos, influiu na deliberação do Governo. Revela, pois, ser fiel a este princípio: manter e unicamente adotar os bons métodos; resistir a inovações que não tenham a sanção do tempo e o abono de felizes resultados; prescrever e fazer abortar todas as espertezas de especuladores astutos, que ilaqueam a credulidade dos pais de família com promessas de fáceis e rápidos processos na educação de seus filhos; e repelir os charlatães que aspiram à celebridade, inculcando princípios e métodos que a razão desconhece, e muitas vezes assustada reprova. Que importa que a severidade de nossa disciplina, que a prudência, e a salutar lenteza com que procedemos nas reformas, afastem do Colégio muitos alunos? O tempo que é sempre o condutor da verdade, e o destruidor da impostura, fará conhecer o seu erro. O Governo só fita a mais perfeita educação da mocidade: ele deixa (com não pequeno pesar) as novidades, e a celebridade aos especuladores, que fazem do ensino da mocidade um tráfego mercantil, e que nada interessam na moral, e na felicidade de seus alunos. Ao Governo só cabe semear para colher no futuro".

Ex-ProfessoresEditar


Joaquim Manoel de Macedo,
Antônio Gonçalves Dias,
Euclides da Cunha,
Carlos de Laet,
João Ribeiro,
José Veríssimo,
Pedro Calmon,
Álvaro Lins

Waldemiro Postch,
Delgado de Carvalho,
Gonçalves de Magalhães,
Capistrano de Abreu,
Farias de Brito,
Silvio Romero,
Eugênio de Raja Gabaglia,
Escragnolle Dória,
José Oiticica,
Madeleine Sophie Augustine Manoel,
Haroldo Lisboa da Cunha,
Vandick Londres da Nóbrega,
Evanildo Cavalcante Bechara

e outros mais

Alunos de projeção nacionalEditar


Estandarte presidencial.png PRESIDENTES DA REPÚBLICA

Floriano Peixoto
Rodrigues Alves,
Nilo Peçanha,
Hermes da Fonseca
Washington Luis,

Joaquim Nabuco,
Barão de Ramiz Galvão,
Barão do Rio Branco,
Visconde de Taunay,
Vieira Fazenda,
Paulo de Frontin,
Carlos de Laet,
Raul Pederneiras,
Jônathas Serrano,
Antenor Nascentes,
Manuel Bandeira,
Vicente Licínio Cardoso,
Hebert Moses,
José Eduardo Prado Kelly,
Filadelfo de Azevedo,
Afonso Arinos de Melo Franco,
Fernando Segismundo,
Pedro Nava,
Alceu Amoroso Lima (Tristão de Atayde)

e muitos outros.

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